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Com o trabalho corporal, aprendemos atitudes para a vida


Trecho do Autoconsciente Podcast episódio 133 – Trabalhando o corpo para transformar a mente

"Na minha vivência com mindfulness, o exercício que mais me trouxe insights sobre a relação corpo-mente é o de atenção nas sensações de alongamentos. Eu aprendi a fazer alongamentos na academia, mas fazia de uma forma meio mecânica. Quando eu incorporei os alongamentos à prática do mindfulness, eu compreendi que as atitudes que eu tinha com o meu corpo durante a prática favoreciam atitudes mentais para vida.

Por exemplo, quando durante o alongamento eu encontro uma sensação de desconforto, aceito a experiência do desconforto | e procuro relaxar nesse desconforto, eu estou fortalecendo essa atitude para a vida, com as situações desconfortáveis da vida. Outro exemplo, quando na minha prática eu adoto a atitude de não forçar demais o alongamento do músculo, reconhecendo e respeitando os meus limites físicos, eu estou treinando reconhecer e respeitar meus limites na vida. Eu trabalho o meu corpo e a minha mente praticando alongamentos com atenção plena.


E agora, com o yoga, eu sei que vou expandir muito isso.


Para começar, quando você entra numa escola de yoga, você faz a mesma aula que alunos mais antigos fazem. É claro que você, como iniciante, não tem prática com as posturas, não tem flexibilidade, não tem força, não tem equilíbrio... E está tudo bem. Faça o que for possível fazer, com a intenção de aprender fazendo. Você não precisa se preocupar com desempenho, nem em se comparar com os outros. Na verdade, você vai ficar tão ocupado em fazer as posturas, que não vai nem lembrar que tem outras pessoas na sala. E pode crer, está todo mundo ali tão ocupado consigo mesmo que ninguém vai reparar em você. Isso não é libertador? Não é um santo remédio para a nossa obsessão por desempenho e comparação social, para o perfeccionismo crônico dos nossos tempos?


E olha, seja com yoga, alongamentos, ginástica, massagem, terapias... E porque não a dança, que também é uma forma de trabalho corporal, eu penso que é de se considerar com carinho a importância de liberar as tensões do nosso corpo, de lhe restituir a sua natural graciosidade.


Esse corpo que a gente habita é magnífico. É divino. Quando eu paro pra pensar em tudo que está acontecendo e funcionando nele para eu estar aqui, agora, respirando, eu só posso querer exercer, plenamente, a espiritualidade do corpo. "


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